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O dilema do protetor solar: físico ou químico?

  • Foto do escritor: Dra Amália Sathler- Oncodermatologista
    Dra Amália Sathler- Oncodermatologista
  • 24 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de abr.

Recentemente tornou-se comum a dúvida em consultório: “Doutora, ouvi dizer que protetor químico faz mal...parei de usar e quero opção de um protetor físico."


Diante de tantas informações alarmistas, é difícil saber o que é verdade e o que é "fake news". Se você já ficou em dúvida na hora de escolher, saiba: você não está sozinho. E a resposta não é “um é bom e o outro é ruim”, mas os dois funcionam e são seguros, mas agem de formas diferentes.

O que diferencia um protetor físico de um químico??


A principal diferença entre os dois produtos está no modo de agir na pele. Veja abaixo as características principais:


Protetor físico (pode ser chamado também de protetor mineral)

  • Fica na superfície da pele, não é absorvido

  • Reflete e dispersa a radiação solar

  • Usa basicamente dois ingredientes: óxido de zinco e dióxido de titânio

  • Alguns exemplos do mercado:


Protetor químico (também chamado de orgânico)

  • Penetra nas camadas mais superficiais da pele

  • Funciona como uma “esponja”, absorvendo a radiação UV

  • Usa compostos orgânicos como avobenzona, octocrileno, entre outros


Os dois protegem igualmente?


Sim, ambos podem proteger bem — desde que sejam de amplo espectro (UVA + UVB).


E na prática, qual é melhor?

A escolha depende do seu tipo de pele e da sua sensibilidade. Em geral o protetor físico tem menor risco de alergia ou irritação. Por isso, é ideal para pele sensível, com rosácea, com dermatite e para crianças, pois praticamente não é absorvido pelo corpo. No entanto, tende a deixar resíduo branco após a aplicação. Já o protetor químico tem uma textura mais leve e invisível, espalha melhor porém pode irritar peles mais sensíveis em alguns casos com o rosácea ou dermatite perioral.


E sobre segurança? Posso ficar tranquilo?

Essa é uma preocupação legítima, e recorrente. Mas até então sabemos que os protetores físicos têm absorção praticamente nula e excelente perfil de segurança estudado durante vários anos. Os protetores químicos podem ser absorvidos em pequenas quantidades mas mesmo assim não há evidência de dano comprovado à saúde humana. Resumindo, ambos são considerados seguros para uso.


E sobre o impacto ambiental?


Alguns filtros químicos têm sido associados, em estudos laboratoriais, a impactos em corais. Por isso, alguns destinos turísticos já restringem certos ingredientes. Nesse contexto, os protetores físicos são vistos como uma opção mais amigável ao meio ambiente.


Para levar de informação com você:


Não existe “o melhor protetor universal”. Existe o melhor protetor para você e para o seu uso real. Confie na sua escolha e compartilhe com seu médico todas as dúvidas.

 
 
 

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